Para falar sobre as etapas da pesquisa científica precisamos entender como elas podem ser estruturadas. Desta forma, vamos entender os eixos que as une.
1-Rotura. Nós temos uma “bagagem” teórica que algumas vezes podem ser consideradas emboscadas. Isso porque uma grande parte de nossas ideias se inspira em pareceres ou sectarismo (partidarismo ou fundamentalismo religioso ou ainda o tradicionalismo reactivo). Algumas vezes elas chegam a ser enganosas e preconceituosas. Nesse contexto, é muito arriscado construir uma pesquisa científica. Temos que despedaçar com as ideias preconcebidas e com as falsas evidências, para produzirmos pesquisas com bases solidas.
2-Edificação. A teoria é um ponto fundamental para a edificação de propostas e planos de pesquisa científica sólidos. A definição dos passos a serem efectuados e previsão dos resultados esperados similarmente dependem da teoria. Sem essa construção não teremos propostas válidas.
3-Verificação. Uma proposta de pesquisa é considerada científica quando pode ser avaliada por informações da realidade concreta. Essa averiguação identicamente pode ser chamada de experiência.
Esses três eixos não são autónomos. Eles estão interligados e podem acontecer mais de uma vez no processo de pesquisa científica. A construção não pode ocorrer sem a rotura, nem a verificação. Pois a qualidade desta está associada a qualidade da construção da pesquisa científica. Assim as etapas da pesquisa científica podem ser resumidas pelas seguintes:
a) Escolha do tema
b) Elaboração da pesquisa bibliográfica e selecção das obras relevantes
c) Formulação do problema
d) Especificação dos objectivos (gerais e específicos)
e) Justificativa da escolha da pesquisa
f) Definição da metodologia a ser empregada
g) Colecta dos dados
h) Tabulação dos dados
i) Análise, comparações e discussão dos dados
j) Conclusões
k) Relatório final
Note que, quanto mais o pesquisador se afastar das ideais preconcebidas do conhecimento e se preocupar com a problemática do estudo, mais probabilidade terá de encontrar resultados relevantes.
REFERÊNCIAS
QUIVY, R.; CAMPENHOUDT, L. V. Manuel de recherche en sciences sociales. Paris: Dunod, 1995.